Os luddistas eram contra a mecanização do trabalho
Luddismo foi um movimento que ficou bastante conhecido em 1811 na Inglaterra e que pregava a condenação da mecanização do trabalho, uma das maiores conseqüências da Revolução Industrial. O nome do movimento deriva de Ned Ludd, um de seus líderes e autor das primeiras cartas que ameaçavam os industriais da cidade de Nottingham.
Neste período, a Inglaterra vivia uma rápida industrialização ao mesmo tempo em que sua economia estava encolhendo. Os artesãos se sentiam bastante prejudicados, pois a mecanização do trabalho simplesmente significava a destruição de seus negócios. Os trabalhadores temiam a depreciação de suas funções e a piora de suas condições de trabalho.
Toda essa insatisfação se materializou no assalto noturno à manufatura de William Cartwright, no condado de York, em Abril de 1812. Os luddistas, de uma maneira altamente organizada e sistemática, entraram na fábrica e destruíram inúmeras máquinas de tecelagem. A partir daí, os trabalhadores iniciaram uma onda de violência contra diversas unidades fabris. Por esse motivo, os mesmos ficaram conhecidos como os “destruidores de máquinas”.
O movimento luddista foi fortemente repreendido: dos acusados de terem depredado as máquinas de Cartwright, 13 foram condenados à morte. Em 1817, o movimento cessou a sua atividade. Atualmente, o termo neo-luddistas é usado para designar indivíduos que se opõem ao desenvolvimento tecnológico ou industrial e criticam a acumulação capitalista, como Kirkpatrick Sale, autor do livro "Rebels Against the Future".