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História da América

Doutrina Monroe

Doutrina Monroe: a defesa da soberania política das nações americanas frente às potências européias.

A deflagração da independência dos Estados Unidos, no final do século XVIII, foi responsável por vários outros processos de independência que tomaram todo o restante do continente americano. Na grande maioria dos casos, a instabilidade causada pelas Guerras Napoleônicas teve grande influência para que os movimentos anticoloniais pudessem ganhar força a ponto de colocar um ponto final nas relações econômicas do mercantilismo promovido pelas monarquias do Antigo Regime.

No entanto, a vitória das monarquias européias contra Napoleão Bonaparte e o liberalismo fomentado pela Revolução Francesa estabeleceram uma incógnita com relação ao futuro das novas nações americanas. Em outras palavras, a América independente não sabia se o Velho Continente monárquico respeitaria a integridade política das nações que, do outro lado do continente, se inspiraram pelas liberdades semeadas pelos franceses.

Antevendo um possível desejo de recolonização das Américas, o presidente norte-americano James Monroe formulou um documento que defendia o papel crucial dos Estados Unidos em preservar a autonomia das nações americanas em relação à Europa. O documento, que foi promulgado no dia 2 de dezembro de 1823, ficou conhecido como “Doutrina Monroe” e foi um importante marco na diplomacia dos Estados Unidos com as demais nações do continente americano.

Além de antecipar simbolicamente o papel de líder a ser exercido pelos EUA, essa doutrina também comungava com a Inglaterra os interesses econômicos. Os britânicos eram visivelmente favoráveis à manutenção dos Estados e regimes independentes que surgiram na América ao longo do século XIX. O apoio britânico tinha como fundamento o interesse na obtenção de novos mercados consumidores livres das antigas amarras impostas pelo pacto colonial.

Em sua trajetória, a doutrina não estabeleceu grandes vantagens econômicas para os Estados Unidos. Mesmo com o fim das práticas mercantilistas, grande parte dos países americanos preservou as relações comerciais que tinham com suas antigas possessões coloniais. Com isso, os Estados Unidos reinterpretaram o princípio da “América para os americanos”, defendido por Monroe, passando a intervir nas questões políticas do continente com a criação do Corolário Roosevelt, criado no início do século XX.

Por Rainer Sousa
Mestre em História

Por Rainer Gonçalves Sousa

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