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Mercosul

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Símbolo do Mercado Comum do Sul.

A partir dos anos 90 cresceu a criação de integração econômica e social entre países em âmbito supranacionais (decisões que vão além das fronteiras nacionais), trata-se de blocos econômicos. Os líderes das nações integrantes se reúnem para estabelecer discussões comerciais e regionais.

Diante da nova realidade, a América do Sul também ingressou nesse tipo de integração, o Mercosul é o principal bloco econômico da América Latina, composto por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai no primeiro momento, Chile e Bolívia ingressaram como associados nos anos de 1996 e 1997. O Mercosul entrou em funcionamento no ano de 1991.

O Mercosul (Mercado Comum do Sul) teve início a partir do Tratado de Assunção, esse bloco econômico possui característica que tem como princípio o livre comércio. O Mercosul abriga aproximadamente 200 milhões de habitantes e gera um PIB (Produto Interno Bruto) de 1,1 trilhão de dólares.

A formação do bloco tem como objetivo consolidar espaços econômicos e comerciais, buscando um crescimento comercial para a intensificação da ascensão econômica. O Mercosul acompanha uma tendência mundial, como a União Européia.

O Mercado Comum do Sul surgiu a partir de crises estabelecidas na Argentina e no Brasil, a década de 80 ficou marcada por elas, ambas as economias estavam fragilizadas e com sérias dificuldades para realizar o pagamento de dívidas externas, além de disso a instabilidade afastava os investimentos estrangeiros.

Para afastar tais dificuldades e barreiras foi realizada nos países em questão uma abertura política para atrair outras economias com intuito de se fortalecer diante de um mercado cada vez mais competitivo, ou seja, se o PIB de um país é 900 milhões de dólares com o agrupamento salta para 1,6 bilhões, com isso fica evidente o crescimento do bloco.

Logo mais tarde Uruguai e Paraguai foram inseridos no bloco, expandindo as perspectivas de crescimento, porém as grandes forças econômicas são respectivamente de Brasil e Argentina. O Mercosul implantou uma taxa tributária externa comum a todos os integrantes, essa recebe o nome de tarifa externa comum, além de liberação de tarifas em relações comerciais entre os países membros, no entanto, esse não foi totalmente instituído para não comprometer as economias mais fragilizadas que integram o bloco, uma vez que existem disparidades em torno de alguns países.

As divergências dentro do bloco envolvem as principais economias, Brasil e Argentina, a última implantou medidas protecionistas que balançou os pilares do Mercosul gerando uma incerteza quanto à sua existência.

Existe a intenção de implantar uma nova etapa ou uma integração completa no bloco, na qual todos componentes deverão realizar uma abertura para a livre circulação de bens, capitais e pessoas, a principal dificuldade para a execução dessa medida é o desnível econômico entre as nações. Para solucionar tal empecilho devem ser criadas uma série de medidas que garantam a equivalência entre os países.

Em 2004, integraram ao bloco países da Comunidade Andina (Bolívia, Peru, Equador, Venezuela e Colômbia), no ano seguinte a Venezuela pediu sua inserção efetiva no Mercosul e os países fundadores aceitaram sua entrada.

O Mercosul deu novas perspectivas de crescimento, tanto é que desde 1991 o volume comercializado aumentou em aproximadamente 300%, além de possuir grandes estimativas para o futuro.

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