O critério para analisar a qualidade de vida de um determinado local é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que consiste na média obtida através de três aspectos: Produto Interno Bruto (PIB) per capita (calculado com base na paridade de poder de compra – PCC); o grau de escolaridade da população (taxa de alfabetização da população adulta e o número médio de anos cursados na escola); nível de saúde (expectativa de vida da população e taxa de mortalidade infantil).
Conforme os cálculos desses três fatores, obtêm-se uma média de 0 a 1, e quanto mais se aproxima de 1, maior é o IDH de um local.
Conforme a Organização das Nações Unidas (ONU), a classificação do IDH é a seguinte:
0 – 0,499 = Baixo.
0,500 – 0,799 = Médio.
0,800 – 0,899 = Elevado.
0,900 – 1 = Muito elevado.
Atualmente, o Brasil apresenta IDH de 0,813, ocupando a 75° posição no ranking mundial, valor considerado alto. A cada ano o país tem conseguido elevar o seu IDH, fatores como o aumento da expectativa de vida da população brasileira e da taxa de alfabetização são os principais responsáveis por esse progresso.

Porém, o Brasil é um país que apresenta inúmeros problemas socioeconômicos, como, por exemplo, a desigualdade social. As disparidades sociais no território brasileiro estão presentes em escala regional, estadual e, até mesmo, municipal, onde são perceptíveis os contrastes socioeconômicos entre os bairros de uma mesma cidade.
A análise do ranking do IDH dos estados brasileiros evidencia as profundas diferenças existentes no país.
Atualmente, o ranking do Índice de Desenvolvimento Humano no Brasil é o seguinte:
1° - Distrito Federal – 0,874
2° - Santa Catarina – 0,840
3° - São Paulo – 0,833
4° - Rio de Janeiro – 0,832
5° - Rio Grande do Sul – 0,832
6° - Paraná – 0,820
7° - Espírito Santo – 0,802
8° - Mato Grosso do Sul – 0,802
9° - Goiás – 0,800
10° - Minas Gerais – 0,800
11° - Mato Grosso – 0,796
12° - Amapá – 0,780
13° - Amazonas – 0,780
14° - Rondônia – 0,756
15° - Tocantins – 0,756
16° - Pará – 0,755
17° - Acre – 0,751
18° - Roraima – 0,750
19° - Bahia – 0,742
20° - Sergipe – 0,742
21° - Rio Grande do Norte – 0,738
22° - Ceará – 0,723
23° - Pernambuco – 0,718
24° - Paraíba – 0,718
25° - Piauí – 0,703
26° - Maranhão – 0,683
27° - Alagoas – 0,677
Portanto, faz-se necessária a realização de políticas públicas para reduzir as desigualdades sociais no território brasileiro. Os estados da Região Nordeste, em sua totalidade, ocupam as posições inferiores do ranking, enquanto que os estados do Centro-Sul apresentam elevados Índices de Desenvolvimento Humano.
É através desses dados com critérios vagos e superficiais, que estão rotulando o Brasil como um país que proporciona elevada qualidade de vida para seus habitantes.
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