Todos os dias recebemos informações sobre avanços tecnológicos nas áreas da medicina, engenharia, agricultura, arqueologia, astronomia e tantos outros campos do conhecimento. Isso não impede, entretanto, que ocorram constantes agressões à dignidade humana, como a fome, a repressão à livre manifestação, as epidemias e as guerras. Em todos os continentes, há milhares de pessoas sem acesso ao atendimento das necessidades básicas, tais como alimentação, segurança, saúde pública, educação e trabalho digno. Muitas delas estão sujeitas a pressões políticas e religiosas que as impedem de se expressar livremente.
No mundo contemporâneo, é comum sabermos de episódios e eventos ocorridos em qualquer parte do mundo praticamente no mesmo momento em que acontecem. Isso se dá graças ao alcance do rádio, da televisão, do telefone, e mais recentemente, da internet.
Podemos nos locomover rapidamente para qualquer canto da Terra. Além disso, o mundo está cada vez mais poliglota.
No relatório anual de 1999, a Anistia Internacional denuciou abusos contra os direitos humanos cometidos no ano anterior em 141 países. O documento informava execuções extrajudiciais (sem julgamento regular) em 55 países e execuções judiciais em 40. Em 53 deles, ocorreram detenções arbitrárias.
Houve registros de casos de tortura em 117 paises e "desaparecimentos" em 31. Acredita-se, contudo, que os números verdadeiros sejam ainda maiores.
O mesmo relatório divulgou que no Brasil, a política e os esquadrões de extermínio vinculados às forças de seguranca continuam matando centenas de pessoas, em circunstâncias que sugeriam a ocorrência de execuções sumárias. Apesar de todos esses casos de violência, não é raro ouvirmos que hoje tudo é avançado e que vivemos em um mundo moderno, globalizado.
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